
A Delegacia de Homicídios da DEIC de Araçatuba encerrou e encaminhou ao Poder Judiciário o procedimento pré-processual (inquérito) relativo à intervenção de um policial penal que matou a tiros um homem portando um simulacro de arma de fogo. De acordo com o delegado Marcel Basso à imprensa na manhã desta sexta-feira, as apurações mantiveram as conclusões iniciais colhidas durante o auto de prisão em flagrante.
Novas testemunhas
Durante os dez dias de tramitação do inquérito, as autoridades policiais colheram depoimentos de três novas testemunhas. Entre elas estão duas pessoas identificadas como proprietárias do bar situado em frente ao local dos fatos, além de uma testemunha que chegou ao espaço logo após o término da ocorrência.
Em depoimento formal prestado acompanhado de seus advogados, o policial penal manteve a versão de que agiu ao presumir que o suspeito estivesse armado com uma pistola verdadeira. Ele relatou que ordenou que o homem erguesse os braços, mas não foi atendido. Ao observar a aproximação da mão da vítima à linha da cintura — onde havia um volume visível —, efetuou os primeiros disparos.
O investigado disse ainda que disparou uma terceira vez quando a vítima já se encontrava caída ao solo, pois ela teria levado novamente a mão em direção à cintura. O agente afirmou ter descoberto que o objeto se tratava de uma réplica plástica apenas após a cessação dos disparos.
Bico de segurança
A apuração investiga também o motivo da presença do policial no estabelecimento. Enquanto donos do bar declararam em oitiva que o investigado frequentava o recinto apenas como cliente assíduo, o próprio servidor afirmou em interrogatório que realizava segurança privada no local, ponto que atende a questionamentos do Ministério Público. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML) para anexá-los ao processo judiciário.
Fonte: RP10 . Leia o artigo original: Homicídio: Polícia ouve novas testemunhas e conclui inquérito de policial penal